“VOCÊ NÃO TEM O PERFIL DESSA VAGA”: PADRÕES DE BELEZA, GÊNERO E RELAÇÕES DE TRABALHO

Yuri Alexandre Estevão-Rezende, Sarah Christina do Nascimento, Kerley dos Santos Alves

Resumo


Na sociedade de consumo, a indústria da beleza e os meios de comunicação são responsáveis por narrativas e discursos que constroem o corpo e a beleza ideal. Esta biopolítica normatiza corporalidades, gêneros, formas de ser/agir, padrões de beleza e funciona como mecanismo de inclusão e exclusão na vida social e, por conseguinte, no mercado de trabalho. Deste modo, este artigo traz uma discussão envolvendo gênero, padrões de beleza e relações de trabalho. Analisando, a partir de um estudo de caso sobre o setor de eventos em Ouro Preto e Mariana (MG), como os padrões de beleza operam enquanto fator de contratação no mercado de trabalho. Para tal, utilizou-se questionários aplicados as representantes de empresas de produção de eventos e realizou-se entrevistas com mulheres que trabalharam como monitoras para essas agências. Assim, nota-se como as relações de trabalho na área são balizadas por critérios físicos e estéticos que não, necessariamente, envolvem questões relativas a qualificação profissional e competência do casting selecionado. Evidenciou-se também discursos que preterem mulheres obesas, negras ou fora de padrões definidos para ocupar tais vagas de emprego.


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